sexta-feira, 3 de maio de 2013

O treino de Caligrafia.

Ontem foi dia de lição de casa. Ontem foi dia de briga.
O pior não é ser lição de casa, o que por si só seria motivo.
O pior é que a lição é treino de caligrafia.
Eu vejo os treinos realizados na escola. 
Ele até que vai bem.
Sé o que ele chega em casa, faz manha, faz birra e pior: um monte de rabisco.
Eu perco o foco. Fico brava. Odeio que ele faça manha. Odeio.
Então acabamos brigando muito.
Ele quer que eu faça por ele. Digo não. 
E exijo que ele faça bem feito.
Ontem cheguei no meu limite e sai de perto. 
Ele tem 5 anos. Acho muito novo para todo esse treino.
No entanto, se ele tem que fazer, que faça bem feito. 
O Eduardo não gostou da minha atitude, disse que peguei pesado.
Eu sei. Exagerei.
Preciso achar minha monografia. Foi sobre alfabetização, já contei aqui?
Pois é, casa de ferreiro e espeto é de pau.
Eu quero ajuda-lo. De verdade. Não quero que ele crie traumas dessa fase tão importante.
Mandei um bilhete para professora perguntando oque fazer para as lições não se tornarem 
um momento de tortura.
Eu coloco muita expectativa em cima do Bruno e EU preciso lidar com isso.
O Bruno andou no tempo dele, falou no tempo dele. Não se adiantou em nenhuma fase.
Nem se atrasou. Tudo normal. E tudo bem, nunca me frustei com isso.
Mas a alfabetização mexe comigo, faço tudo errado.

Depois de todo a confusão, chamei ele, abracei, pedi desculpas e disse que se eu exigia dele era
porque sabia que ele era capaz de fazer. 

Paciência Maria. Paciência.





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